{"id":2795,"date":"2020-08-24T11:58:01","date_gmt":"2020-08-24T14:58:01","guid":{"rendered":"http:\/\/chebeloski.com\/mao\/primeiro-dia-de-aula-nos-estados-unidos-sem-falar-ingles\/"},"modified":"2026-06-15T03:12:04","modified_gmt":"2026-06-15T06:12:04","slug":"primeiro-dia-de-aula-nos-estados-unidos-sem-falar-ingles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/chebeloski.com\/mao\/primeiro-dia-de-aula-nos-estados-unidos-sem-falar-ingles\/","title":{"rendered":"Primeiro dia de aula nos Estados Unidos&#8230; Sem Falar Ingl\u00eas!"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"2795\" class=\"elementor elementor-2795\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-2de8e9bd e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"2de8e9bd\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-36d107f3 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"36d107f3\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Mudei. E agora?<\/p>\n<div class=\"wp-block-rank-math-toc-block\">\n<nav>\n<h2>\u00cdndice<\/h2>\n<ul>\n<li><a href=\"#aula-orlando\">Primeiro Dia de Aula nos Estados Unidos Sem Falar Ingl\u00eas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#prontos\">Prontos para a Aula<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#saida\">Hora da Sa\u00edda<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#dicas\">Dicas Pr\u00e1ticas Para o Primeiro Dia de Aula<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/nav>\n<\/div>\n<h2 id=\"aula-orlando\"><strong>Primeiro dia de aula nos Estados Unidos&#8230; Sem Falar Ingl\u00eas!<\/strong><\/h2>\n<p>Por: <em>Thais Berlinck<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Encarar o primeiro dia de aula em uma escola nova \u00e9 sempre um desafio repleto de medos, inseguran\u00e7as e d\u00favidas. Agora, encarar tudo isso em um pa\u00eds diferente, onde voc\u00ea n\u00e3o domina o idioma e n\u00e3o consegue se comunicar com ningu\u00e9m, \u00e9 um desafio muito maior.<\/p>\n<p>Quando decidimos nos mudar para a regi\u00e3o de Orlando, nos Estados Unidos, sab\u00edamos que as crian\u00e7as teriam que enfrentar este doloroso momento.\u00a0 E come\u00e7amos a sofrer antes mesmo do visto de trabalho ser aprovado. Procur\u00e1vamos por escolas que oferecessem mais do que um bom ensino acad\u00eamico. Quer\u00edamos que eles fossem acolhidos, se sentissem inclu\u00eddos e amados. Focados nesse objetivo, come\u00e7amos uma infind\u00e1vel pesquisa na Internet. Onde morar? Que escolas escolher? Melhor optarmos por uma regi\u00e3o com mais ou menos brasileiros?<\/p>\n<p>Em um primeiro momento, ficamos divididos entre Windermere e Winter Garden (onde j\u00e1 existe uma grande comunidade brasileira) e Lake Mary, uma regi\u00e3o tipicamente americana mais ao norte de Orlando. Sim, nos apaixonamos por regi\u00f5es opostas e n\u00e3o foi \u00e0 toa. Cada uma delas tinha \u00f3timos atrativos. Windermere e Winter Garden falavam mais perto ao cora\u00e7\u00e3o. Ter brasileiros como vizinhos faz nos sentirmos em casa, traz seguran\u00e7a. E esse era um ponto a ser considerado. Mas ser\u00e1 que essa inclus\u00e3o n\u00e3o faria com que as crian\u00e7as se exclu\u00edssem da comunidade local, perdessem o interesse pelo aprendizado do ingl\u00eas e pela cultura americana? Vai saber&#8230; Lake Mary, em contrapartida, \u00e9 mais perto do trabalho do meu marido (ele veio para c\u00e1 transferido e j\u00e1 sabia o endere\u00e7o do escrit\u00f3rio) e tiraria as crian\u00e7as da zona de conforto. Proporcionaria um intenso contato com americanos e com estrangeiros de outras nacionalidades. Obrigaria meus pequenos a aprenderem ingl\u00eas na ra\u00e7a, sem ningu\u00e9m ao lado para traduzir e orientar. Eles tamb\u00e9m seriam expostos a v\u00e1rias culturas e aprenderiam respeitar e valorizar as diferen\u00e7as. Entrariam em um mundo desconhecido, sem d\u00favida, o que seria dif\u00edcil e doloroso no in\u00edcio, mas tamb\u00e9m traria uma s\u00e9rie de benef\u00edcios. O que fazer? Socorro!<\/p>\n<p>Viajamos para a Fl\u00f3rida a fim de conhecer essas tr\u00eas regi\u00f5es e seus habitantes. Fomos muito bem recebidos em todas, confesso. Mas pintou uma pequena decep\u00e7\u00e3o.\u00a0 Quer\u00edamos visitar as escolas que t\u00ednhamos selecionado, mas s\u00f3 ent\u00e3o descobrirmos que, por quest\u00f5es de seguran\u00e7a, n\u00e3o se pode entrar nos col\u00e9gios p\u00fablicos \u2013 apenas no dia do <em>open house<\/em> que acontece pouco antes ao in\u00edcio do ano letivo.<\/p>\n<p>Ansiosa como sou \u2013 kkkkkkkk \u2013 deixei de dormir por semanas. S\u00f3 pensava nos meus pequenos perdidos no meio daquele mundo de crian\u00e7as desconhecidas. Mas ao fim desse doloroso processo, respiramos fundo e finalmente decidimos: ir\u00edamos encarar as diferen\u00e7as e dificuldades que Lake Mary pudesse oferecer, na esperan\u00e7a de que o aprendizado fosse superior.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2 id=\"prontos\">Prontos para a Aula<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Decis\u00e3o tomada, chegou o t\u00e3o temido dia. Seis e meia da manh\u00e3 e todos em p\u00e9. O Enzo (na \u00e9poca com 6 anos) e a Bruna (9 anos), prontos para a Elementary School. E o Eric (11 anos), com tudo organizado para a Middle School.<\/p>\n<p>Nos dirigimos primeiro para o pr\u00e9dio da <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Elementary_school_(United_States)\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Elementary School<\/a>, que come\u00e7ava as 7:45 da manh\u00e3.\u00a0 Eu acompanhei o Enzo at\u00e9 a sala de aula e meu marido, levou a Bruna. Conversamos com as professoras, que foram bastante acolhedoras e simp\u00e1ticas. A da Bruna, por exemplo, abriu uma exce\u00e7\u00e3o para que ela usasse o Google Translator do celular sempre que preciso (deixamos um aparelho com ela exatamente para isso). O Enzo ainda n\u00e3o tinha celular, mas a professora mostrou que poderiam se comunicar pelo Google Translator de voz do aparelho dela. E combinamos um c\u00f3digo. Se ele fizesse o n\u00famero 1 com os dedinhos era porque estava com sede. O n\u00famero 2 significava que precisava ir ao banheiro. Acordo feito, meus pequenos respiraram fundo e, com coragem, entraram na sala.<\/p>\n<p>E eu? Bom tinha que segurar o rio de l\u00e1grimas que insistia em transbordar dos meus olhos, afinal ainda precisava levar o Eric para a escola. A Middle School come\u00e7ava as 9:15, mas chegamos meia hora antes pois precis\u00e1vamos pegar o <em>schedule<\/em> com o hor\u00e1rio e o local de todas as aulas, assim como o mapa da escola. Feito isso, tentei lev\u00e1-lo at\u00e9 a primeira aula para explicar \u00e0 professora que ele n\u00e3o falava ingl\u00eas. Mas fui barrada na porta assim como alguns outros pais que tamb\u00e9m demonstravam uma certa ang\u00fastia. Nos Estados Unidos, espera-se que os alunos de Middle School se virem sozinhos, pois isso as professoras d\u00e3o menos aten\u00e7\u00e3o. Mas meu filho n\u00e3o falava ingl\u00eas. E a escola era gigante! Quatro pr\u00e9dios e nem sei quantas salas de aula. Mais 1.100 alunos! Como assim se virar sozinho? Enquanto eu tentava explicar ao Eric o roteiro que ele deveria seguir para chegar na primeira sala de aula e nas seis subsequentes (aqui, s\u00e3o os alunos que mudam de sala e n\u00e3o os professores), vi uma funcion\u00e1ria passando. Corri atr\u00e1s e descobri que ela era assistente do diretor. Foi nossa salva\u00e7\u00e3o! \u00a0Ufa! Ela levou o Eric pela m\u00e3o at\u00e9 a primeira sala. Os olhinhos dele apertados de nervosismo, a pele p\u00e1lida de medo, mesmo assim ele foi de cabe\u00e7a erguida com passos largos. Quanto orgulho!\u00a0 E eu fiquei na porta, chorando, tentando recuperar a lucidez depois de tanta tens\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2 id=\"saida\">Hora da Sa\u00edda<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tentei me distrair como deu durante as sete horas de escola. Caminhei, corri, fui ao supermercado. Cheguei para busc\u00e1-los 15 minutos antes, ansiosa pelas novidades. E para a minha surpresa encontrei um sorriso estampado em cada rostinho. Dif\u00edcil descrever meu al\u00edvio!!! Primeiro desafio superado.\u00a0 Bora encarar os pr\u00f3ximos!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/maesamigasdeorlando.com\/como-matricular-as-criancas-na-escola-em-orlando\/\" rel=\"noopener\">Como matricular as crian\u00e7as na escola em Orlando<\/a><\/p>\n<h2 id=\"dicas\">Dicas Pr\u00e1ticas Para o Primeiro Dia de Aula nos Estados Unidos<\/h2>\n<p>Se voc\u00ea est\u00e1 planejando o primeiro dia de aula nos Estados Unidos do seu filho, saiba que a experi\u00eancia, embora assustadora, pode ser muito positiva. Escolas americanas costumam ter equipes de acolhimento e, muitas vezes, int\u00e9rpretes dispon\u00edveis para ajudar imigrantes.<\/p>\n<p>Para se preparar melhor para o primeiro dia de aula nos Estados Unidos sem falar ingl\u00eas, algumas dicas s\u00e3o essenciais:<\/p>\n<ul>\n<li>Visite a escola antes do in\u00edcio das aulas e conhe\u00e7a a professora<\/li>\n<li>Avise a escola com anteced\u00eancia que a crian\u00e7a n\u00e3o fala ingl\u00eas<\/li>\n<li>Leve um bilhete escrito em ingl\u00eas com informa\u00e7\u00f5es de contato<\/li>\n<li>Mantenha a rotina matinal calma e tranquila para evitar ansiedade<\/li>\n<li>Celebre o primeiro dia como uma conquista, n\u00e3o como um sacrif\u00edcio<\/li>\n<\/ul>\n<p>O primeiro dia de aula nos Estados Unidos marca o come\u00e7o de uma jornada incr\u00edvel de crescimento para toda a fam\u00edlia imigrante. Com apoio, paci\u00eancia e informa\u00e7\u00e3o, fica muito mais f\u00e1cil.<\/p>\n<p>Muitas m\u00e3es da comunidade brasileira em Orlando relatam que o primeiro dia de aula nos Estados Unidos foi mais tranquilo do que esperavam. As escolas americanas costumam ter programas de acolhimento para crian\u00e7as imigrantes, especialmente nas redes p\u00fablicas de Orange County e Seminole County.<\/p>\n<p>Se o seu filho vai encarar o primeiro dia de aula nos Estados Unidos em breve, lembre-se: a comunica\u00e7\u00e3o com a escola \u00e9 fundamental. Leve um tradutor no celular, use o Google Translate, e pe\u00e7a ajuda ao ESE (Exceptional Student Education) ou ao programa ESOL da escola.<\/p>\n<p>Pais que j\u00e1 passaram pelo primeiro dia de aula nos Estados Unidos recomendam tamb\u00e9m conectar-se com outros pais brasileiros da mesma escola. Grupos de WhatsApp com pais da turma ajudam muito na adapta\u00e7\u00e3o inicial.<\/p>\n<p>Em resumo, o primeiro dia de aula nos Estados Unidos \u00e9 um momento de coragem \u2014 tanto para as crian\u00e7as quanto para os pais imigrantes que abriram m\u00e3o de tudo para dar uma vida melhor \u00e0 fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Confira outros artigos que podem ajudar a sua fam\u00edlia:<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/maesamigasdeorlando.com\/esol-orlando-escolas-imigrantes\/\" rel=\"noopener\">ESOL Orlando: Programa de ingl\u00eas para imigrantes nas escolas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/maesamigasdeorlando.com\/como-matricular-as-criancas-na-escola-em-orlando\/\" rel=\"noopener\">Como matricular as crian\u00e7as na escola em Orlando<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/maesamigasdeorlando.com\/criancas-imigrantes-nas-escolas-dos-eua\/\" rel=\"noopener\">Crian\u00e7as imigrantes nas escolas dos EUA: direitos garantidos<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mudei. 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